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História |
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Vidago
é uma
freguesia
portuguesa
do
concelho
de
Chaves,
com 6,40 km² de área e 1 186 habitantes (2001).
Densidade: 185,3 hab/km². É conhecida pelas suas
águas.
Vidago está
situada a quinze quilómetros de
Chaves,
sede do concelho a que pertence. Fica na zona
sul da circunscrição, sendo atravessada pela
estrada nacional nº2.
A vila está localizada no fundo de um
vale
apertado onde confluem o rio Avelames e a
Ribeira de Oura, em cujas margens se plantam
videiras. Em volta estão as serras do Alvão e da
Padrela.
A norte está o
pico de Santa Bárbara, local de grande passado
nacionalista. O vale, em tempos muito arborizado
está agora mais despido de vegetação, por ter
sido, na década de 80, vítima de incêndios
devastadores.
Vidago é ainda
conhecido pelas suas águas termais e pelo
ex-libris da vila: Vidago-Palace Hotel. As
águas de Vidago, muito especialmente as da
nascente n.º 1, de uma
alcalinidade
superior a qualquer água portuguesa, excedem
também em alcalinidade a de
Vichy.
Na Europa só há outra estância, onde se dão
injecções de água viva,
Uriage
(França).
Tais injecções são intramusculares, para a cura
de
eczemas,
coriza
hidroreica,
urticária,
bronquites,
asma,
etc.
Martiniano Ferreira Botelho
(1853-1939) foi um médico, farmacêutico e
político português que escreveu a sua tese de
doutoramento sobre as águas de Vidago: "Breve
estudo sobre as águas alcalino-gazósas das
Pedras Salgadas", que se encontra disponível na
Biblioteca Nacional Digital. |
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Vila
turista por excelência desde 20 de Julho de 1925
dista cerca de 15 Km da sede do Concelho que é
Chaves.
Com
uma área que ronda os 6,5 Km/2 e nela residem aproximadamente
1180 Vidaguenses que muito orgulho têm pela sua terra.
Situada
no fundo de um vale apertado onde confluem o rio Avelames e a
Ribeira de Oura, a freguesia de Vidago estende-se por uma área
de 6,4 km2, localizando-se a cerca de 18 km de Chaves, sede do
concelho. Em volta da vila de Vidago estão as serras do Alvão e
da Padrela e a norte está o pico de Santa Bárbara, local
recheado de história.
Os resultados preliminares do Censos 2001 revelam que Vidago é
habitada por 1 179 indivíduos, 568 dos quais são homens e 611
mulheres, agrupados em 381 famílias, que habitam os 643
alojamentos registados.
Pelas suas águas-minero-medicinais, Vidago é considerado um
verdadeiro Éden. As águas de Vidago, muito especialmente as da
nascente n.º 1, de uma alcalinidade superior a qualquer água
portuguesa, excedem também em alcalinidade a de Vichy. Na Europa
só há outra estância, onde se dão injecções de água viva, Uriage
(França). Tais injecções são intramusculares, para a cura de
eczemas, coriza hidroreica, urticária, bronquites, asma, etc.
A origem de Vidago
Há quem diga que Vidago foi uma estância termal no tempo dos
Romanos, que ali iam fazer as suas curas e tanto bebiam como
lavavam os seus corpos nas santas águas, para curar os seus
males. Sabe-se que o seu povoamento é muito anterior ao século
XII, embora nessa altura não passasse de uma aldeia sem mais
importância do que as circunvizinhas. É natural que o lugar já
fosse povoado em épocas pré-romanas, como se deduz da
arqueologia, da topografia e da própria toponímia locais, visto
que não só a sua situação geográfica a tornava própria à defesa
estratégica, como também a riqueza da região em águas minerais
não seria desaproveitada pelos Romanos, que sempre usaram as
nascentes termais, onde se encontravam.
O achado das Águas
Esta aldeia pequenina, que estava como lugar pertencente à
freguesia de Arcossó, passava despercebida na geografia
continental. Em 1863, Manuel de Sousa, lavrador desta localidade
e natural da risonha aldeia de Vidago, vindo de uma das suas
propriedades, ao passar pelo Souto, terreno pertencente a João
das Fragas e Aurélia Rita, denominado “Palheiros”, debruçou-se
sobre uma pequena poça para beber água, a qual nem para regar
era aproveitada, visto a sua nascente ser insuficiente,
perdendo-se na terra lavrada.
Manuel de Sousa, fosse pela sede que levava, fosse pelo destino
que o celebra como achador da água, bebeu dela e achou-a
picante, logo encontrando boa disposição no seu estômago, do
qual sofria de enfartamento. Já que havia encontrado tal alívio,
continuou a beber da mesma água, transmitindo depois o achado à
sua parente D. Júlia Vaz de Araújo, que foi quem as levou, logo
de seguida, ao conhecimento do Dr. Domingos Vieira Ribeiro, que
tinha a sua residência em Chaves.
No mesmo ano da sua descoberta foram levadas para análises 12
garrafas de água mineral, alguns espécimes de rocha, terra e
resíduos, para o Laboratório da Escola Politécnica. Logo que as
águas foram descobertas, e quando se faziam as respectivas
análises nos laboratórios químicos de Lisboa e Porto, o Dr.
António Vítor de Carvalho e Sousa, da Aldeia de Vila do Conde,
olhava com admiração a nascente da qual brotava a água que
amainava o seu padecimento de gota que tanto o atormentava.
Então, o Dr. Carvalho e Sousa, maravilhado com tão bom resultado
deste achado, mandou fazer à sua custa a fonte que primeiro teve
a honra de figurar no local da emergência.
Economia Local
Em termos da vida económica local, o sector primário continua a
ter alguma importância, mas não como em décadas anteriores.
Actualmente, apenas pouco mais de 80 pessoas ainda se dedicam à
agricultura, sendo as explorações agrícolas caracterizadas por
minifúndios (90%) e médias propriedades com rentabilidade (10%),
destinadas ao cultivo de produtos hortícolas, batatas, cereais e
á produção vinícola, tendo-se verificado. O sector secundário é
um dos principais pilares da economia local, devido
essencialmente às águas minero-medicinais, principalmente das
marcas “Vidago Salus” e “Campilho”.
Além do turismo, a construção civil é outra área que tem sido
dinamizada graças aos investimentos feitos por emigrantes
locais, fundamentalmente ao nível de construção de habitação
própria. Por último, no sector terciário, a freguesia
encontra-se dotada de alguns serviços públicos, como são os
casos de um posto de GNR, uma corporação de bombeiros, uma
extensão dos serviços camarários através do posto de atendimento
municipal, um posto de atendimento da Segurança Social, o
mercado municipal, bem como diversos serviços públicos de saúde
e ensino.
Património Arquitectónico
No âmbito das atracções turísticas, sobressai o património
monumental realçando-se a igreja matriz, as capelas de S. Simão
e do cabo, o Solar dos Machados (brasonado e com capela), os
edifícios do Hotel Vidago e do Palace Vidago Hotel, a Torre do
Miradouro com a capela do Couto.
Associações Culturais e Desportivas
Na vida associativa local o destaque vai para o trabalho social
que tem sido desenvolvido Pelos Bombeiros Voluntários da Vila
pela prontidão de monstrada no socorro ás populações. Pelo
Vidago Futebol Clube, e a Casa de Cultura de Vidago. Estas
associações contam já com algum equipamento. A freguesia tem
dois pavilhões gimnodesportivos, e um campo de jogos.
Festas, Feiras e
Romarias
A Feira anual de S. Simão
realiza-se a 28 de Outubro. As festas da elevação de Vidago a
Vila, no dia 20 de Julho e a de Nossa Senhora da Saúde no
primeiro fim-de-semana de Agosto.
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